Falo Porque Quero Ouvir

Um blog com opinião própria, mas que quer revê-la com você!

Viu Aquele Lance?

Publicado por José Vasconcellos em 18/09/2011

Viu aquele lance?!
(Todo torcedor em uma segunda-feira)

Hoje é segunda-feira! Acredito ser o dia perfeito para começar a escrever esse artigo. É o dia onde, pelo menos, em mais de 80% de todas as empresas desse País (e de outros também, é claro), essa frase é exclamada, ouvida, repetida, retrucada e exagerada à exaustão.

Hoje, segunda-feira, bilhões (sim, é um “b”, sim!) de técnicos analisam, criticam e condenam outras tantas centenas de milhões de profissionais que, exercendo suas sagradas profissões (toda profissão honesta é sagrada), deram-lhes alguns momentos de distanciamento dos problemas (e soluções) do dia-a-dia, fazendo esses tantos bilhões esquecerem, por um pouco, a semana árdua, estressante ou de privações e buscas, que se iniciava.

“Cara! Que jogada!” – e tantos copinhos de café, água ou coisa semelhante, se enchem para uma pausa, gerencialmente estressante, de ensinamento técnico, explicações minuciosas, vaticínios equivocados ou sarcasmos infantis. Esse último então é o que mais ocorre, talvez até, na mesma proporção da frase-título desse artigo ou, quem sabe, bem mais. E tenham certeza, não é uma característica exclusiva do nosso País amado, é coisa visceral – alguns até arriscam que seja genética – é coisa que tem que acontecer… A gozação com o time derrotado!
Mas vejam pelo lado bom: hoje, os bilhões a que me referi, reúnem-se (desesperando seus chefes) para comentar “um lance” (aquele), um atleta e antes, no dia anterior, estavam de olho no gramado, na quadra, na pista, vidrados em frente a algum monitor ou grudados em algum rádio, prontos para soltarem um, redentor, grito de vitória. Alguns puderam fazer isso, outros amargaram uma derrota ou ficaram “no empate”. Mas todos, espero que sem exceção, todos estavam e estão muito acima de outros tantos que, há séculos atrás, urravam de prazer quando o leão abocanhava um pobre coitado em alguma coisa parecida com uma arena em algum lugar por aí ou aqueles que vibravam quando “seu campeão” (momentâneo) ceifava a vida de outro coitado que, dias antes (ou semanas se fosse um sortudo) era o campeão da vez.

Aliás, falando nisso, outra evolução (chamemos assim por enquanto): os campeões de hoje continuam vivos depois de seus apogeus.

Sim! Eu sei que essa comparação “EsporteXarenasXleões” está mais do que passada, batida, cansada, velha e por aí vai… Mas, fazer o que? A verdade teima em saltar aos olhos! Agora então, quando as arenas foram ressuscitadas, desta vez sob a forma octogonal, onde representantes da dita “humanidade evoluída”, sangram seus parceiros e seus supercílios para provar alguma coisa obtusa como “sou mais forte que ele” e ser campeão de alguma coisa situada entre a era medieval e a contemporânea… Fica impossível olvidar Espartacus ou aqueles “300”, não é mesmo?

É a frase mais ouvida na História da Humanidade, mais até que “eu te amo”, a frase-título, “viu aquele lance”.

Chega a ser chato de tão inexorável na noite de Domingo, que ouviremos essa frase ou coisa semelhante em nossos ambientes de trabalho (ou mesmo escolares) na segunda-feira pela manhã. Mas o mais complicado (ao menos para mim) nisso tudo é a pobreza de assunto que vigora em boa parte daqueles mais de 80% a que me referi no primeiro parágrafo. Se uma guerra irrompeu, se um líder morreu, se uma cura foi descoberta, tudo isso fica para depois – se ficar é claro – nada disso desperta assombro ou contentamento tanto quanto “aquele lance”, e isso tudo acontece, simplesmente porque não existe um mínimo de envolvimento que faça despertar algum outro interessa que seja mais ou menos nobre que “aquele lance”.

Em quantos lugares, pessoas inteligentes despojam-se de suas competências apenas e tão somente para fazerem um “coro socializante” com expressões, na maioria das vezes chulas, sobre “aquele lance”? Quantas que, depois, ou voltam para suas mesas ou seguem adiante mantendo uma conversação que, no fundo, não lhes interessa em nada e exaspera alguns gerentes pouco confiantes ou pouco competentes?

Quantos, ao seu lado, você acha que seguem assim? Muitos? Poucos? Nenhum? Ninguém?

Talvez, se você não for um torcedor fanático e, provavelmente, não parou de ler esse texto lá em cima na hora dos leões, seja interessante e bastante compensador, descobrir qual é essa proporção aí em seu ambiente de trabalho.

 Corre o risco de encontrar interesses comuns bem mais nobres do que “aquele lance” de toda manhã de segunda.

 

Até a próxima!
José
Vasconcellos
josevasconcellosdiasjr@gmail.com

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Bem feito Seu Competente Duma Figa

Publicado por José Vasconcellos em 04/09/2011

O “Profissional-De-TI-Desalocado” (pois é, ele de novo, coitado), depois de várias peripécias – quase todas ainda não “documentadas” -, teve, enfim, resposta ao seu currículo. Bom! Não foi exatamente assim, foi o amigo de um amigo que estava “precisando” (depois eu explico as aspas) de alguém com o perfil do nosso “herói” (aspas óbvias?).

Então tá! Seja como for ele, o “Profission… (o resto vocês já sabem, né!?), conseguiu um emprego, aliás, um trabalho e, todo feliz, foi lá para a entrevista.

Pois é! Estamos precisando de um profissional com o seu perfil, pois o Banco de Dados dá muitos problemas e é bom ter alguém aqui para sempre poder cuidar disso!” – disse o entrevistador e futuro gerente;

Mesmo estranhando o fato de um Banco de Dados como aquele “dar problemas o tempo todo”, nosso amigo mostrou-se pronto para a tarefa, mesmo ouvindo que o produto seria migrado para outro que, ao menos é o que parecia, era mais “estável” e com mais profissionais no Mercado, mesmo ele estando lá, mas tudo bem.

Nos primeiros dias, aliás, no primeiro dia de trabalho percebeu que a configuração do Banco de Dados estava mais remendada que retalho de brechó, mas, como ele estava ali para atender demandas logo preparou um primeiro documento oficializando um problema e pedindo medidas para sua correção – é que estava além dele mesmo, precisava comprar alguma coisa e essa, é claro, não era a área do nosso amigo.

Encontrou outros tantos problemas enquanto ouvia dos técnicos que trabalhavam sobre o software uma série de queixas sobre fins-de-semana de trabalho e noites de preocupação se iria acontecer algum problema ou não. Porém, como era seu costume respondia divertidamente a algumas das queixas e explicava tecnicamente outras, na medida do possível, corrigindo-as.

Mas o problema principal, aquele que ele tinha gerado um documento oficial, inclusive com uma explicação quase professoral para que as gerências entendessem bem – afinal, pensava ele, tem gerente que não precisa entender muito de informática para fazer o seu papel (e estava certo) -, esse continuava e, a cada semana ele fazia outro documento sempre baseado no anterior explicando da necessidade da mudança e, inclusive, tomando o cuidado de delegar ao dito problema alguns outros, tornando-os quase intocáveis para ele, visto não ter como tratá-los sem antes ter sua sugestão atendida.

Seja como for a cada solução das demandas ele encontrava mais tempo livre para estudar outras ferramentas, mais especificamente o novo produto que iriam usar após a migração.

Então, chegou o que ele pedira, o tal hardware que precisava ser instalado para que ele acabasse de vez com o que ele já oficializara como o grande problema. Pediram ao nosso amigo que ficasse de sobreaviso, pois, naquele dia, ou melhor, naquela noite haveria todo um trabalho junto à Empresa para que a mudança pudesse ser efetuada e ele debruçasse seus esforços sobre ela, perguntaram de quantas horas ele iria precisar para esse procedimento fundamental.

20 minutos!” – ele disse, recebendo olhares de duvidas e tendo que explicar o que faria, porque faria como faria e etc.

Feita a mudança, conforme ele mesmo indicara desde o segundo dia de trabalho, seguiu-se prazo onde ele ficou observando o sistema, o Banco de Dados, os usuários e tudo mais necessário para garantir certeza de que a mudança resolverá o problema mais… As noites insones de outros antes dele.

Durante a semana de vigília, em uma tarde, um técnico da área de informática vira-se para o outro e comenta: – “Poxa! Não tem mais aqueles problemas!”. Nosso amigo, sem sequer levantar a cabeça retruca:- “Pois é! Mudaram o barramento daquele hardware, né?!

Abre parêntesis” (“: Se você não é um profissional de informática, e somente nesse caso, não tem a menor obrigação de saber o que seja um “barramento” que é o nome técnico para as linhas de condução de informações/dados/energia em um computador, extrapolando barramentos são quase todos os tipos de cabos que conectam todas aquelas peças dentro e ao redor de um computador. ””)” Fecha parêntesis.

O técnico da área de informática vira para o outro e, baixinho (mas não o suficiente) pergunta: “O que é barramento?” – nosso “herói” chora.

Uma semana se passa e tudo no ambiente do Banco de Dados que seria substituído em breve, funciona perfeitamente, não existem problemas, os processamentos estão rápidos, desde que nosso amigo foi para lá, nunca mais noites insones nem fins-de-semana, tudo parece ter acabado, inclusive as demandas.

Em uma manhã vazia como todas as outras, chamam o “Profissional-De-TI-Alocado” e o dispensam, afinal tudo está funcionando bem, tudo está em ordem e ele não é mais necessário.

Pronto! Acabou a história! Pois é! É pequenininha, mesmo. Tão pequenininha quanto o tempo que nosso “herói”, o “Profissional-De-TI-Desalocado”, esteve “Alocado”.

Pronto! Acabou a história! Pois é! É pequenininha, mesmo. Tão pequenininha quanto o tempo que nosso “herói”, o “Profissional-De-TI-Desalocado”, esteve “Alocado”.

 

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O Trem do Veríssimo e o Tempo

Publicado por José Vasconcellos em 18/08/2011

Lendo o Veríssimo no link abaixo, fiquei pensando cá com meus botões (e fecho-éclair): “E não é que discutimos isso quase todos os dias, mesmo sem perceber?”

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-monstro,759939,0.htm

A situação específica do povo que come batatas e tem tara por mulheres feias é óbvia: “É preciso manter o status quo” – e nada melhor do que arrumar uma “boa desculpa” <humpf> para estuprar a liberdade.

Mas e o depois?

O porvir, meus caros, sempre assusta as mentes… digamos assim: “pobres”. A idéia do “e agora, o que vem aí?” assusta, mas não atrapalha se, simplesmente, seguirmos em frente.

Oh, não! Não estou dizendo que não me passa pela cabeça coisas como “no meu tempo” ou “isso já foi melhor (ou menos ruim)”, mas isso tento (me esforço mesmo) em manter no campo da Moral, a Moral Verdadeira e não aquela que o Portella insiste em lembrar que muda conforme o tempo, a região ou a cultura – essa, para mim, tanto faz, não é nada mesmo, moral mutável não merece nada senão a insignificante pecha de “moda”.

Mas mesmo assim, mesmo sabendo que convivemos com os tropeços inevitáveis da Espécie, também podemos ter a mais absoluta certeza (é histórica, basta olhar) que somos evolutíveis e evoluímos. Olhar para trás buscando ver o Presente ou, ao menos interpretá-lo, cai bem se o fizermos buscando sempre a melhoria que vem do aprendizado que a experiência trás. Se parássemos no trem, por um lado perderíamos a oportunidade de contemplar tudo que veio depois, por outro, muitos antes de nós e nós mesmos (ao menos muitos) não passaria por esse “pavor do amanhã” que se traduz de várias formas, até mesmo uma fúria descontrolada contra outros semelhantes que tratam o que parece ser o ambiente natural do Futuro (pois já o é nesse presente) com facilidade quase leviana, mas nem tanta já que o fazem buscando derrubar barreiras mantidas por motivos semelhantes ao que leva o governo inglês a repetir as atitudes do governo chinês e outros despóticos não tão anglicanos assim.

Talvez muitos (a maioria) não percebam, mas esse levante tirãnico de um país dito democrático (apesar de brincar de manárquico) contra a liberdade acintosa da internet é bem mais sério do que sequer podemos supor… Beira uma quebra de paradigmas! Se vai ficar tudo como está, alguns podem até esperar ou pagar para ver, mas, com certeza, nada será como antes, pois agora, não só os negociadores na ONU mas também em qualquer lugar, sabem que a Inglaterra não merece confiança quando o assunto é Liberdade.

José
Vasconcellos

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Bando de Preconceituosos, Sim Nós Somos!

Publicado por José Vasconcellos em 23/07/2011

1) Não escondo que, às vezes, ainda luto contra minha criação;

2) Tenho orgulho de saber que cresci um pouquinho nesses anos;

3) Não perco a Fé em minha espécie, a Humana;

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/cor+ou+raca+influencia+na+vida+para+637+dos+brasileiros+aponta+ibge/n1597094667516.html

Você até pode dizer que é “matéria velha” – afinal é mesmo acho que começou nessa última Quarta ou Quinta-feira passadas (20 ou 21/07/2011) -, mas não pode nem por um único instante, dizer que é mais uma das dezenas (sim, é bem menos do que você imagina) de matérias fabricadas que a atual “inprença nassional” anda regurgitando na mídia, seja ela eletrônica ou não (a “ou não” aí, cada vez menor).

Acontece que, “no frigir dos ovos” (expressão que significa como “na hora H” ou “quando pagamos pra ver”), encontramos o maldito preconceito enraizado em nós – você aí nem me venha com a palhaçada de “ah eu não”, porque dependendo do local você atravessa a rua caso veja “alguém diferente” vindo no sentido contrário, e o que é pior, faz isso com uma triste aquiescência social (afinal as ruas estão “um perigo”, não é mesmo?).

Somos perigosamente preconceituosos, e o “perigosamente” aí está viceralmente ligado à maneira como “nos enganamos” dizendo que “não é nada disso” ou “mas existe uma questão de segurança” ou algo pior nesses tristes moldes.

E não pense que estou aqui nos passos do antigo anti-escravagismo, é claro que não já que essa mácula que nosso País carrega ficou no sec XIX. E não estou por essa linha, simplesmente porque nós brasileiros somos preconceituosos e o “brasileiro” que se considera uma única raça, antes de tudo é um tolo, depois um desinformado e, aqui nesse texto merece as aspas que pus.

Comecei dizendo que às vezes me pego lutando contra minha criação e esse é um fato brasileiro, a criação preconceituosa.

Então é claro e óbvio que ainda teremos muito tempo pela frente até conseguirmos a alegria de vermos essa pecha definitivamente inibida entre nós, mas, é claro, não podemos esmorecer principalmente no que tange lutarmos contra nossas criações… Mas são nossos pais os culpados? Nisso você pode pensar a respeito, certo!?

A propósito, só um louco pensaria que isso não é uma das várias heranças da colonização, ou seja, sim é óbvio que o Velho Mundo e o outro mais ao Leste deste, são fossas de preconceito.

Está evidente que preconceito deixou de ser somente o racial, né?!

 

Até a próxima

José Vasconcellos

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UNDER ATTACK

Publicado por José Vasconcellos em 03/05/2011

Deixe eu me posicionar: Estou aqui, sentado em frente ao meu computador, bem uma hora antes de formatá-lo, ouvindo “Under Attack” do “Linkin Park”, isso enquanto, na TV, um jornalista chora falando sobre os parentes das vítimas do “9/11”.

Percebeu né?!?…

Não, pode apostar que você NÃO PERCEBEU!

Hoje, 03/05/2011, eu, sinceramente, estou tentando entender meus companheiros de espécie – tanto quanto estou tentando me entender também.

Ontem, os noticiários mostravam tanto torcedores brasileiros se matando (literalmente) antes e depois de um simples joguinho de futebol, quanto apresentavam uns poucos milhares de pessoas urrando com uma alegria quase orgasmática. E eu, como um completo néscio ficava parado enfrente a TV pensando: “Por que?”

Por favor, antes que venham me dizer coisas pequenas como: “você não curte futebol” ou “você não faz idéia da dor dos outros” ou “queria ver se fosse um parente seu lá naqueles prédios”, antes disso, se possível, tente entender o que estou, desesperadamente, tentando explicar:

Ontem, 02/05/2011, assistimos a humanidade (e coloco o “h” minúsculo aqui) que não passou um segundo sequer além dos primórdios da “Idade das Trevas” ou um pouco antes talvez. Nesse dia Dois de Maio, vimos mais ou menos nessa ordem: Barbárie, Assassinatos, Vingança e para diferenciar esse dia dos outros, vindo logo atrás de todo esse horror e bastante fortificado por ele, o MEDO!

Por favor, entenda (ou ao menos pensem a respeito), por causa dos resultados de alguns eventos onde os participantes sequer os conhecem – ou mesmo antes – pessoas matam pessoas. Mais além, alguém foi assassinado, junto com parte de sua família e “estamos festejando”… Mas que tipo de coisa nós somos?!

Sim! Claro que sei que o “alvo” é (era) o mandante de um quase genocídio, sei que, sendo ele o autor intelectual daquela violência indizível, uma punição descomunal era merecida e também sei que nunca (ao menos espero assim) serei capaz de entender, mesmo que de longe, a dor dos parentes das vítimas – tanto quanto nunca entenderei a dor dos parentes do “alvo”.

Por favor, por favor, entenda que eu, sinceramente acredito que nós, a Humanidade (aqui com “H” maiúsculo), precisamos caminhar com mais retidão para um estágio acima de toda essa pequenez, precisamos crescer para um momento onde possamos olhar para o Futuro sem Medos, sem Ódios, sem a Empáfia orgulhosa, mas com certezas de Dias melhores.

Para isso precisamos aprender não a perdoar imediatamente – afinal não posso exigir resultados exagerados de imediato, resultados que sei sou incapaz de apresentar – mas a não aceitar a retaliação como uma “resposta plausível”, que é o passo mais importante que podemos supor seja o necessário.

Eu não sei mais o que dizer sem resvalar na Religião e trazer para alguns a idéia de que tudo não passa de um texto religioso, porque tenha a mais absoluta certeza, ele não é. Mas também tenha certeza de uma coisa: se um dia os Humanos conseguirem se olhar sem raiva, inveja, empáfia orgulhosa ou ganância… As religiões serão desnecessárias, pois teremos chegado onde elas querem que cheguemos.

Até a Próxima!

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Influência ou Influenza

Publicado por José Vasconcellos em 25/03/2011

 

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/03/25/rafinha-bastos-a-pessoa-mais-influente-do-twitter-em-todo-mundo-diz-empresa-de-pesquisa-924085869.asp

Preste atenção, preste bastante atenção: o cara “mais influente DO MUNDO” no ambiente do tuíter, é um pseudo-comediante de um programa que preza por sacanear os outros… A “influência” (ou será influenza?) do tuíter está na sacanagem contra os outros?…

Ainda comemora essa “posição de destaque” com um sonoro “chupa Dalai Lama”? Nem contesto que o Lama, antes figura de proeminência moral, hoje está bem mais para político do que para o que representaram seus antecessores, mas, para quem pensa mais além dos fatos, esse Dalai veio para ser o que está sendo mesmo!…

Sinceramente, para mim é impossível ufanar-me pelo Brasil nesse caso tristíssimo e, espero, isolado.

Por outro lado fica patente o que ainda é o tuíter no geral: Apenas uma piada de mal gosto ou um poder que ninguém que tem “telhado de vidro” quer ver sendo bem usado:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/893735-pressao-sobre-globo-faz-tiago-leifert-abandonar-twitter.shtml

É isso aí! Deixem as ouvidorias para os moucos!

 

Até a próxima!

José Vasconcellos

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Para Voltar a Buscar a Capacidade de Pensar

Publicado por José Vasconcellos em 08/03/2011

Vou logo avisando que o título do post está mais para um desafio (dos grandes) do que para qualquer outra coisa!

Pois é! É um desafio a você que teve a curiosidade ou coragem de chegar até aqui (É! Tem gente que já saiu desse post antes disso!);

Como sempre, começo contando uma historinha:

Na sexta-feira (de carnaval – putz) recebi um desse quatrilhões de PPTs que infestam a web, nesse veio algo sobre um certo livro chamado – calma, calma, calma, por favor agora que já chegou aqui leia até o fim – “obesidade mental”.

É claro, para os que me conhecem e conhecem esse tal PPT, que eu fiquei extasiado, maravilhado, feliz pra kct com o conteúdo do dito spam, afinal era como se alguém lesse minha mente (coitado) e tivesse encontrado uma resposta a todos os meus medos.

Afinal frases como: “Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.” ou “Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. É normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.”, realmente me animam a continuar tentando mostrar que estamos a meio caminho do caos ou do crescimento espiritual, basta escolher… SABER escolher!

O dito ppt era um resumo básico desse livro, o tal “Obesidade Mental”.

É “o tal”, já viu, né?!?

Pois bem! Como sou um dos muitos inimigos fidalgais desse tal Mômo, tive o período das “folias momescas” para buscar avidamente o livro, só para descobrir que o dito (minha redenção pessoal) simplesmente NÃO EXISTE! Aliás, o autor também NÃO EXISTE!

E quer saber? Foi maravilhoso descobrir isso, simplesmente maravilhoso!

Primeiro porque vi que ainda tenho (ainda?) a capacidade de buscar saber o que é Real sobre algo que eu goste ou não;

Segundo porque, ao contrário de centenas (sic) de e-mails que vi na web, eu não cai de quatro frente a um hoax (pois é! um hoax!), antes fui sabê-lo real ou não.

Só isso já me “lavaria a alma”, não fosse o que veio depois, a referência a outro livro (esse sim, real e palpável, aliás uma continuidade de um trabalho sério)

http://arandoamentefertil.blogspot.com/2011/02/obesidade-mental-ii-ou.html

http://blogs.estadao.com.br/link/tag/nicholas-carr/ (esse aqui é para entender o que quero dizer)

Sugiro que leia o texto desse link acima com muito cuidado e bastante atenção! E PRETE MUITA, MUITA, MAS MUUUIITA ATENÇÃO as fontes lá embaixo, antes dos comentários;

Sinceramente eu adoraria ter sido o criador desse site só pelo nome dele, mas o cara (se foi ele mesmo, o Islan) acertou bem no nervo; “arar uma mente fértil” – Perfeito!!!!

O desafio?…

Ora! E não é óbvio?…

PENSE!!!!!!

 

Até a próxima!

José Vasconcellos

Enviado em 1 - O que me dá na telha, 5 - Não É Meu, Mas Eu Gosto Muito | Deixar um comentário »

Hackers, Um Filme

Publicado por José Vasconcellos em 10/02/2011

Nessa minha fase “nostálgico-cinéfila” e tendo a TV a cabo para “me ajudar”, assisti o filme “Hackers” ou aqui no varonil: “Hackers – Piratas de Computador”, diga-se de passagem, o óbvio, o título mostra bem a visão alarmista e deformada que se fazia dos hackers naqueles tempos do século passado, lá em 1995.

Preciso dizer que Angelina Jolie (ela mesmo) estava deliciosa como “Acid Burn”? Pois é, preciso sim, afinal era uma Angelina antes da fama de “Garota Interrompida” ou do reinado de “Lara Croft”… Ela está deliciosa no papel de uma hacker (dá para imaginar?) de primeira linha que dá um bocado de trabalho para o “mocinho”! Ao menos no meu modo de vê-la, ela estava “absoluta” no filme, ok?! E nem pensem que sou algum tipo de fã ardoroso ou algo assim, porque não sou! Ocorre que gostei do penteado da garota e do “jeitão pré-Croft” que ela faz no filme.

Mas deixemos de lado a Angelina (o leitor consegue?), os personagens e vamos para o mais legal: A história divertidamente “quase-underground” do filme mostrando uma visão “roliudiana” dos hackers. Eu definiria como linda de tão inocente, os locais de encontro da galera, com exceção da escola é claro, são verdadeiros parques de diversão underground, com um jeitão anos 60 bem lá no fundo… Uma delicia!

O enredo fala sobre um hacker malvadão e poderoso que, usando de sua posição em uma empresa de segurança (é um balde de água fria na idéia dos “Hackers do bem”, mas vamos em frente), resolve fazer aquilo a que todo ser humano de má índole acaba se resumindo: roubar! Mas, na época e ainda hoje, é uma soma considerável: 25 milhões de dólares – menos que um prêmio razoável da mega-sena, mas não vamos nos esquecer que era em 1995. Poxa! Os sonhos deram uma desvalorizada não é mesmo?!… Mas vamos em frente: O tal hacker-mal tem um plano que, obviamente, envolve um vírus, ou melhor, um worm já que existe uma diferença crucial entre esses dois (¹), só que um hacker-estagiário da galera da Jolie entra nos computadores da empresa e “cutuca a onça com vara curta”, resultado: O malvado usa de sua posição para criar uma situação aterradora que envolve os sempre estressados membros da “segurança nacional” americana que caem de botina em cima dos jovens-hackers bonzinhos.

Ainda tem um pouco de tiradas divertidas, a presença do ator Matthew Lillard que na época nem sonhava em fazer o “Salsicha” (Shaggy) do “Scooby-Doo” nem os “sucessos” (sic!) de “Tropas Estelares” – na boa: é difícil aceitar que “tropas estelares” tenha feito sucesso, mas, é claro, é minha visão pessoal, então desculpem os fãs.

Mas o que interessa aqui é TI (ou TIC se preferirem) então vamos lá (ainda com um pouco de “holywood”): A visão, necessariamente gráfica, que usam no filme para as batalhas virtuais, os efeitos gráficos (já existiam naquela época sim, e eram bem bons), tudo com um toque indefectível de TRON – o original é claro – são para quem vive a informática desse início da segunda década do século XXI, um divertimento à parte no filme.

Por quê?

Ora, meu amigo! Hoje, vivemos um mundo onde hackers usam terno Armani (ou alguma coisa melhor), dividem-se em hackers do bem e hackers, e ponto final. Isso de “hacker-do-mal” simplesmente não existe. Todo bom hacker espera conseguir um trabalho excelente onde tenha autonomia, se reportando a um endereço eletrônico e um ótimo e merecido salário, terceirizado preferencialmente.

É claro que ainda existem aqueles que invadem sites, fazem e acontecem por aí, mas não se enganem ou esses fazem o que fazem por alguém ou para alguém (mediante um preço, é claro) e não pelo “prazer delicioso e solitário” de invadir só porque o site está ali. Não vale a pena, sempre tem alguma coisa mais interessante para ser feita em algum lugar desse universo que é a web do que ficar invadindo sites sem nenhuma repercussão ou retorno não necessariamente financeiro.

Os hackers, hoje bem mais ocultos do que jamais foram, têm suas motivações, seu “universo”, mas nenhum deles se imagina uma figura quixotesca derrubando instituições por motivações ideológicas, como disse antes muitos usam Armani e outros querem usar também.

Seria injusto se eu não deixasse uma “ponta solta” não é mesmo? Então para quem assistiu ao filme e lembra bem do enredo ou para quem vai assisti-lo daqui a pouco ou mais tarde ou vai alugá-lo ou fazer o download, lembre dessa matéria atualíssima e gargalhem como eu:

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/02/10/hackers-chineses-invadem-sistemas-de-multinacionais-ocidentais-de-petroleo-923767105.asp

Até a próxima!

José Vasconcellos

(¹) A diferença principal é que o worm é um programa completo não precisa de um programa para “residir” como é o caso dos vírus, e pode se reproduzir sozinho;

Enviado em 1 - O que me dá na telha, 3 - Sobre TI | 1 Comentário »

Mensagem Para Você

Publicado por José Vasconcellos em 10/02/2011

Oi!…

Acabei de assistir ao sempre delicioso “You’ve Got Mail” – aqui no nosso Brasil Varonil: “Mens@gem Para Você” -, com o maravilhoso Tom Hanks e a, na época deliciosa, Meg Ryan – ah! Podem dizer o que quiser, mas o filme é realmente uma delícia, tanto que suas duas horas fluem de uma forma que você nem percebe o tempo passar.

Mas (sempre tem um, é claro) o filme deixa o que pensar, ao menos hoje – 13 anos depois já que o filme é de 1998, lá do século passado.

Nada a ver com a sanha devoradora de uma “blockbuster literária” representada pela “Fox & Sons”, a livraria com várias lojas por todo o território americano, propriedade do personagem de Hanks, nem com a “The Shop Around The Corner” a livraria da personagem de Meg, uma casa com história (42 anos), tradição e que, infelizmente (ou não) sucumbe ao poder da primeira.

Mas, como sou um “profissional-de-TI”, tudo a ver com a trama com que Joe (Tom Hanks) envolve Kathleen (Meg Ryan) e, agora, vamos falar do “famigerado-mundo-atual”:

(Vou logo avisando que não vou ficar no ataque, pois, ao menos hoje, estou bem mais para a defesa)

Joe, por peripécias do script, torna-se um “amigo virtual” de Kathleen. Inicialmente eles não se conhecem, mas logo ele descobre que aquela “amiga virtual” que ele resolvera conhecer de verdade é, justamente, a moça dona da livraria que vai fechar por causa de seu “trabalho” e que, é claro, o odeia – embora seja forte dizer que Kathleen seja capaz de odiar alguém (fazer o que? Eu gosto da personagem.).

Inicialmente Joe apenas quer livrar-se desse “problema”, porém em uma primeira conversa com Kathleen, ele sente vontade de, simplesmente, conhecê-la um pouco mais. Talvez algum remorso pelo problema que causou a Kathleen, talvez por ser uma bela mulher, talvez por sua inocência, seja como for a trama segue por aí.

E – claro – é aí que “mora o problema”: Quantas vezes podemos imaginar que algo assim, deixando de lado a parte bonitinha dos filmes, acontece no mundo virtual?

Você pode até dizer que hoje em dia existem “skypes”, “fecebooks”, “msns” e coisas do gênero, mas posso garantir a você que, ao contrário da visão dos brasileiros que moram à margem do Atlântico, ainda hoje, a quantidade de pessoas que se correspondem unicamente por e-mails – e por SMS (torpedos) – é gigantesca.

Já entendeu? Pois é! E isso me afeta bastante já que sou pai e, é lógico, me preocupo com as “relações virtuais” que meu filho (que nasceu no ano do filme) possa ter, sem falar que, hoje, são igualmente comuns as relações virtuais em ambientes de jogos on-line. O cara entra em um clã no jogo e passa a conversar com alguém que ele nem sabe qual seja o gênero.

Vale o cuidado não é mesmo? E não só o cuidado familiar, a “self-defense” é muito importante também, você não sabe de verdade o que é aquele e-mail bacana com quem você, de repente, começa a dividir seus pensamentos mais pessoais ou passa a ter como um “confessionário” ou algo por aí que possa vir a deixá-lo(a) desprotegido(a) frente a alguém que, na verdade, você não tem a menor idéia da reais intenções ou, digamos, pendências morais.

Mas, como disse mais acima, não estou aqui para ficar só no ataque, a defesa também tem seu lugar nesse texto: e a defesa passa, justamente, pela técnica – e não tecnologia – de enviar e receber e-mails. Por experiência, não dá para assumir uma “excelente amizade” virtualmente, simplesmente não funciona para os dois lados, um deles tem alguma coisa para guardar, sejam “segredos”, “vida pessoal” ou coisa que o valha, mas um dos dois o tem.

Então se você sente um “forte impulso” de dividir seu íntimo com alguém é bom ter muita, mas muita certeza de com quem você está fazendo isso. É claro que, como no “filme antigo”, tudo pode dar certo e tudo serem flores, por que não?! Mas dá mesmo para apostar que tudo será lindo e belo?! Afinal de contas, mesmo no filme, o que ocorre é que Joe manipula Kathleen levando-a a amá-lo.

Tudo bem que o filme termina no melhor estilo “e foram felizes para sempre” apesar de “Brinkley” tentar estragar a cena final, mas um filme é só um filme, não é mesmo?!?

Até a próxima!

José Vasconcellos

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OS JOGOS ON-LINE, OS RPGS E A HUMANIDADE

Publicado por José Vasconcellos em 21/01/2011

 

Eu vou contar um segredo para você: Eu tenho “char”(1) para um joguinho on-line, e já estou no nível 82 (agora no início de Janeiro, por que vou “upar”(2) ainda mais);

Dito isso aí em cima, vamos ao assunto do título!

Os joguinhos sociais e os RPGs on-line (é claro) são, como toda tecnologia sobre a face da Terra, mais um bom pretexto para a Humanidade mostrar o seu pior. Essa frase pode não ser a melhor de se ler nem de se ouvir mas, infelizmente, também é uma triste verdade.

Que tal uma prova do que estou falando?

Primeira Prova: Em TODOS os joguinhos on-line, você vai encontrar o “mercador de level”, o que é isso? É um cara “especializado” (nem sei se as aspas vão bem nesse caso) em pegar um personagem, trabalhar esse personagem (durante um tempo indeterminado) fazendo-o chegar a um “nível alto”, depois fica passeando pelos ambientes do jogo vendendo o personagem para outros participantes que, tolos que são (ou inocentes mesmo, sei lá), se dispõem a comprá-lo de verdade, ou seja, dando dinheiro de verdade (mas dentro do ambiente do servidor do jogo) em troca do acesso (login e senha) desse personagem;

Eu sei que alguns vão tentar aquela conversa do “mas é um tipo de trabalho” ou “é um comércio válido como outro qualquer”, acontece que toda a graça do jogo (evoluir um personagem em ambientes virtuais cheios de desafios) é trocada por um preço ou pela famigerada sanha humana de adquirir alguma coisa de forma fácil, sem um mínimo de esforço, dedicação, aprendizado e/ou trabalho…

Segunda Prova: O PODER!… Já é meio óbvio, não é mesmo?! Se você trabalha seu personagem (ou já começa a se deteriorar moralmente comprando um) e faz dele um personagem forte, “cheio de poderes” <sic>, capaz de múltiplas coisas, o que você faz?

Começa a passear pelos vários ambientes do jogo tirando as oportunidades dos outros personagens menos “fortes” ou expulsando-os de salas onde eles poderiam “crescer” e ficar tão “poderosos” quanto você, afinal “o forte” deve subjugar o fraco e mantê-lo embaixo de suas botas, não é mesmo?

Pois é! Já me vi em salas com meu humilde “char” quando aparecia algum outro com nível 150 ou algo assim e dizia: “Vaza mlk!” – Escrito assim mesmo, o que significa: “Vaza moleque!” ou “Sai fora, Mané!” ou “Retire-se daqui imediatamente!”.

O finalzinho da segunda prova já puxa a terceira.

Terceira Prova: A Regressão Intelectual; Concordo que a definição da “prova” possa parecer um pouco exagerada, mas pede para um professor de português ficar dando notas para as conversas (aliás muitas, muitíssimas) que acontecem nesses jogos… Não vai passar do zero nem com muita boa vontade ou alguma “ordem” política para que os estudantes sejam aprovados – coisa que acontece mais do que poderíamos imaginar aqui em nossa terra!

Ah! E para você que está aí pensando algo como: “Pô!? Mas ou o cara joga ou escreve!” – Desculpe, mas estou falando de conversas em ambientes tranqüilos do jogo, quando nada acontece e alguém está conversando com alguém sobre situações do jogo, não tem nada a ver com “tc”, “vc” ou outra dessas que muitos consideram aceitável… Mas que, também, deteriora o conhecimento adquirido, é claro.

Quarta Prova: O LADRÃO!… Sim! Estou falando de ladrão mesmo, no caso FURTO já que não ocorre com arma de fogo nem com risco da integridade física da vítima. É simples! O cara chega, oferece uma troca (é uma opção desses jogos, você troca um objeto virtual que você conseguiu por “esforço” próprio por outro de outro alguém) para algum incauto, o dito “incauto” topa, pois acha que precisa daquele objeto que está sendo oferecido e, no meio da troca de alguma forma que prefiro não saber nunca, o ladrão sai da troca levando o próprio objeto e o outro que o “incauto” ofereceu. Antes das risadas, lembremos que estamos falando, na média, de crianças entre 9 e 14 anos. Mas não se iludam, pois tem um monte de “gente grande” nesses jogos, senão pelo prazer da pesquisa (com sua licença eu me incluo nesses) ou pela distração (me incluo aí também), pode ser pela “profissão” de “upar” (²) personagens e vendê-los.

Quinta Prova: Essa é complicada e envolve a História da Humanidade (e que história); AS GUERRAS!… Literalmente falando guerras mesmo, no real sentido de luta, combate, confronto e outros sinônimos de igual torpeza.

Falo das “KS (3) Wars” ou “Kill Steel War”. Faz KS (4) quem “mata” um personagem do jogo que já foi “hitado” (4), ou seja, o jogador elimina o personagem e fica com a pontuação que seria de outro jogador. Imagine a cena: um grupo de jogadores contra outro grupo de jogadores, todos atirando ou soltando raios ou batendo ou fazendo alguma coisa agressiva em um ambiente cheio de personagens do jogo (monstros, duendes, animais, etc). Objetivo? O de qualquer guerra ridícula, a hegemonia naquele ambiente… Sim! Estou falando de um ridículo ambiente virtual sem nenhum significado ou sem nenhuma vantagem que não seja a “psicológica” de ter conseguido “vencer” alguém. Quer dizer: Ridículo! Mas é uma guerra, um confronto entre pessoas que nem se conhecem (assim como na maioria das guerras de verdade) e que acabam guardando (por pouco tempo, é óbvio) algum tipo indefinível de rancor umas das outras por motivos mais do que pueris.

Então, ficando apenas com esses exemplos, onde estamos? Furto, arrogância ou prepotência, ilegalidade (aquele mercador de níveis), cristalização da ignorância (corretor ortográfico é pedir demais, é óbvio) e o famigerado “confronto bélico” ou luta por algo sem sentido algum. E tudo isso, como disse antes sendo fortalecido e disseminado entre jovens que oscilam entre 9 e 14 anos. Vejam só que estou falando de um “joguinho on-line”.

ATENÇÃO, POR FAVOR! Não estou fazendo um manifesto contra os jogos on-line, mesmo porque não quero que “cortem o meu barato” já que, óbvio, eu curto os joguinhos um bocado. Mas acredito sinceramente que deve existir um alerta sobre isso por aí na web, que os “GMs” (5) desses jogos, apesar de ainda jovens (entre 25 e 30 anos) devem assumir suas funções com uma visão mais à frente do simples passa-tempo, afinal, quem está ali apenas para se divertir são os jogadores, os administradores bem podem (e devem) se divertir, mas também devem nunca esquecer que muito do que acontece no “mundo virtual” vaza para o “mundo real” com conseqüências desastrosas para todos.

Acredito que é importantíssima a existência desses jogos, mas essa importância como disse, passa pela conscientização dos “GMs” que esse  trabalho merece uma visão social – e quase cultural que por que não? – de tornar esses “mundos virtuais” ambientes de crescimento.

Tudo bem, gente! Eu sei que fica um “arzinho de cobrança” pra cima da galera que trabalha nesses servidores de games, como se eles tivessem TODAS AS OBRIGAÇÕES DO MUNDO – é claro que qualquer pai um pouco mais consciente sabe que esse tipo de responsabilidade está na família e só na família -, mas acredito de verdade que dizer isso e jogar um texto desses na web pode ajudar esse pessoal a ser visto com mais importância, afinal o que impede um jogo de ser um ambiente de crescimento positivo e sadio?

 

Até a próxima!

José Vasconcellos

 

(1) – Redução de “character”, como se referem aos personagens;

(2) – Subir de nível;

(3) – Hitar, de “dar um hit”, um golpe seja um soco ou um tiro de alguma coisa;

(4) – Kill Steel, seria algo como, matar o que já está morrendo;

(5) – Game Master, os administradores dos jogos, algo como DBA (“database administrator”) profissão relativamente bem remunerada no mercado de TI;

 

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